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Yoren é um gnomo nascido nas ruas pobres e imundas da periferia de Calimporto. Cresceu no Córrego do Bêbado, brincando com outras crianças, mas também roubando para sobreviver. Desde cedo acostumou-se a pouco comer e muito mentir, para escapar da morte e das encruzilhadas em que se metia. Porém, ainda criança, Yoren descobriu que, por vezes, coisas estranhas aconteciam ao seu redor.

Certo dia, vendendo peixe no cais de Calimporto, um velho encapuzado começou a negociar com Yoren. Não era a primeira vez que aquele velho cruzava seu caminho. Na hora de pegar o peixe e dar o dinheiro ao pequeno gnomo, o velho tocou em seu braço e Yoren sentiu uma espécie de choque elétrico. Intrigado, o gnomo correu atrás do velho para descobrir o que se passara. O velho apenas sorriu e deu um endereço a Yoren.

Mais tarde, ainda naquele mesmo dia, Yoren foi ao endereço dito pelo velho. Lá, o gnomo percebeu que estava em uma guilda de magos. Era um prédio grande e escuro, com enormes pedras negras e corredores gigantescos. O lugar era úmido e espaçoso, mas ao mesmo tempo não trazia a liberdade que as ruas de Calimporto tanto davam ao pequeno Yoren desde que nasceu.

O velho apareceu... Mas logo não era velho. Logo não era homem. E voltou a sê-lo, assim como também transformou-se em gnomo e em seguida em elfo. Yoren já estava bastante confuso quando percebeu que, aquele que o tocara na feira de peixes, Daethrandiel, era um ilusionista. Desde então Yoren passou a admirar o ilusionismo. Foi alfabetizado e iniciado na adoração à Azuth. Começou a estudar arcanismo e outros idiomas. Toda a geografia do mundo em que vivia, os elementos e as forças da magia. Yoren passou a morar no Prokpon, a Mansão dos Magos. Nunca comera tão bem e aprendera tanto.

Porém, o medo de morrer nunca o abandonou. O banditismo cotidiano do bairro em que nasceu o fez sempre dormir apenas com um dos olhos. Quando foi apresentado ao leque de áreas do conhecimento arcano, Yoren enveredou pela alquimia. Sempre desejou estudar ilusionismo, como aprendera com Daethrandiel alguns truques. Mas a alquimia ambicionava no jovem gnomo o desejo de descobrir a fórmula da imortalidade.

Foi então que conheceu Bellafasmar Hayrumble, um outro gnomo que também deseja a vida eterna. Yoren e Bellafasmar se tornaram grandes amigos. Estudaram juntos por anos a fio. Depois de mais de uma década de preparação, os amigos gnomos deram adeus a seus colegas de Prokpon e partiram numa empreitada, com o objetivo de catalogarem e estudarem diferentes espécies de plantas, animais e elementos, para assim conseguirem confeccionar a Fórmula da Imortalidade.

Yoren lembrava que, quando morava nas ruelas do Córrego do Bêbado, ninguém o olhava. Se vestia com o que tinha, trapos e tecidos velhos que lhe cobriam imitando um capuz. Quando saiu de Prokpon, percebeu que onde passavam, Bellafasmar e ele chamavam muita atenção pelo cajado e pelas roupas ornadas com escrituras arcanas. Essa atenção não foi algo agradável, fazendo com que a dupla abandonasse as nobres vestimentas e readotassem os trapos de mendigos. A estratégia funcionou, criando sempre uma subestimação daqueles que cruzavam o caminho dos Gnomagos, como se chamavam.

Mas nem tudo é ascensão na vida de Yoren. Numa noite, perto da Floresta dos Dentes Afiados, Bellafasmar e ele estavam acampando quando foram atacados por um grupo de bandidos. Yoren se rendeu, mas Bellafasmar tentou correr. Um flecha atingiu o ombro do fujão e ambos foram capturados. Logo descobriram que, além de bandidos, aquela era uma companhia de venda de escravos. Ainda na cela-carroça, nos dias seguintes, Bellafasmar começou a ter febre e a se debilitar. Sua ferida infeccionou e, dias depois do ataque, Bellafasmar Hayrumble morreu, ao lado de Yoren: era o fim dos Gnomagos.

A tristeza pela morte do amigo abalou profundamente o pequenino Yoren. Foi vendido para um circo e trabalhava como mágico. Viajou por todo o mundo. Não podia dizer que era o escravo mais mal tratado do mundo: conseguiu ainda estudar e não se afastou do seu ofício e do seu grimório, que era fazer magia. Ainda assim, porém, era escravo, e os castigos físicos (potencializados por sua língua afiada) deixavam Yoren cada vez mais desgostoso. Não achava oportunidade para fugir.

Mas a sorte apareceu para o gnomo. Numa madrugada fria de inverno, o circo se movia atrasado para a próxima cidade quando foi atacado por um grupo de goblins. Yoren conseguiu escapar. Foi perseguido incessantemente pela estrada até que conseguiu se esconder em uma caravana que rumava à Luskan. Quando os goblins chegaram à caravana, foram repelidos por Eberk, o Anão, Morpheu, o Elfo Ferreiro e Guts, o Ranger.

Yoren viu naquele grupo a oportunidade de lutar por coisas melhores, tendo, obviamente, a proteção de outros mais fortes. Além de buscar a Fórmula da Imortalidade pelo medo à violência, Yoren também quer fortalecer aqueles que lutam pela justiça, e encontrou no grupo em que peregrina até hoje lealdade e benevolência.

O mundo cruel e disputado deixou marcas irreparáveis em Yoren: seu gênio forte, a língua venenosa e lábia matreira (nem sempre eficaz, diga-se de passagem) o acompanham onde quer que esteja. Perdeu, recentemente seu grande pequeno amigo Shardon, em uma cilada em que também quase morreu. Yoren mantêm-se estudando e buscando toda a evolução intelectual que puder alcançar para poder encontrar a tão procurada Fórmula da Imortalidade e também, por quê não, se aventurar por esse mundo que se acostumou a peregrinar.

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